Corumbá: frio leva população a auxiliar imigrantes

O frio que caiu sobre Corumbá no início do passado mês de julho foi um inimigo perigoso, em especial para os imigrantes haitianos que vêm se estabelecendo em condições de grande precariedade na cidade sul-mato-grossense. O site G1, que relatou a situação, aponta que muitos cidadãos, solidários com o inverno intenso enfrentado por imigrantes vindos de um país com clima bem quente durante todo o ano, e sem condições para lidar com o problema na rua, acolheram as pessoas em suas casas.

A prefeitura de Corumbá dispõe de um albergue com cerca de 20 vagas e está estudando a possibiildade de aumentar as medidas de proteção, tendo mesmo contatado o Ministério do Desenvolvimento Social. A prefeitura acrescenta que o número de migrantes haitianos demandando o local vem crescendo em 2018, em situação totalmente confirmada pela Pastoral da Mobilidade Humana, da Igreja Católica, que aponta que seriam cerca de 300 os migrantes presentes na cidade.

Muitos outros deverão já ter abandonado a região em direção a outros pontos do Brasil, nomeadamente S. Paulo, pois Corumbá é vista apenas como ponto de entrada. Em S. Paulo, os migrantes acreditam que poderão conseguir uma oportunidade de trabalho.

A situação do Haiti

O Haiti é um país com terríveis condições de vida, sendo considerado como o mais pobre das Américas e um dos mais pobres do mundo. A instabilidade política nesse país é bem conhecida dos brasileiros, que lá mantiveram uma missão militar de manutenção de paz durante 13 anos, entre 2004 e 2017. O grande terremoto de 2010 veio piorar muito a situação e suas consequências se fazem sentir até hoje.

No mais, é provável que a atuação brasileira no Haiti leve muito haitianos a considerar o país como um bom exemplo e a empreender sua viagem até nosso país, em busca de uma vida melhor.

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