Emergência decretada na sequência da enchente de maio

O governo estadual de Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência em Corumbá no início do mês de julho. As autoridades reagiram dessa forma aos estragos causados pela cheia do rio Paraguai e o consequente alagamento da bacia do Pantanal na região de sua ‘capital’. A medida terá uma duração de 6 meses e procura evitar danos de longo prazo, como os causados por outras enchentes no Mato Grosso do Sul.

5,20 metros de nível

A chuva intensa do último outono causou grandes cheias, que atingiram um nível máximo de 5,20 metros no final de maio. Cerca de 2500 pessoas foram atingidas, na região ribeirinha do rio Paraguai e em torno de Corumbá. O caso se torna especialmente grave pois afeta diretamente as pessoas e também seu principal modo de vida: a pecuária. Só no município de Corumbá tem cerca de 2 milhões de cabeças de gado.

Ano difícil para a região

Já em fevereiro os pecuaristas haviam sido forçados a retirar seu gado de forma urgente das regiões alagadas, por conta de uma enchente considerada como um pouco fora de época. O jornal Correio do Estado já tinha apontado, em março, que a Embrapa Pantanal iria estudar os efeitos dessa primeira enchente, que poderia não ser preocupante se não recebesse ainda as novas águas que viriam do norte, de Cáceres (NT).

As dificuldades da evacuação

A evacuação do gado significa um risco e uma despesa para os pecuaristas. Sendo mais barato levar uma boiada pelas estradas e pelos terrenos, torna-se mais arriscado, pois alguns animais podem se perder pelo caminho; se a estrada estiver alagada, vira mesmo impossível. Carregar em camiões é mais seguro, mas também mais caro.

O Correio da Estrada havia entrevistado João Oliveira, de 46 anos, que levou uma boiada de 900 touros desde uma fazenda em Nhecolândia para o Taquari. Ele falou que as zonas alagadas exigem muito do gado, mas as pontes da região se revelaram seguras.

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